alimentação e acne (capa)

Diversos estudos científicos demonstram a associação entre alimentação e acne. Diante deles, a conhecida frase “você é o que você come” faz realmente sentido, seja de forma negativa ou positiva.

A acne é uma doença de pele muito comum que não oferece nenhum tipo de risco à saúde. No entanto, em casos mais sérios, é responsável por afetar a auto-estima – e muito – de jovens e adultos.

Os pacientes mais jovens que sofrem com desordem podem desenvolver depressão, pois estão justamente no período da vida em que precisam fortalecer relações e se sentem muito inseguros.

Na vida adulta, a acne costuma aparecer especialmente mulheres, não sendo incomum que persista até mesmo após os 40 anos de idade, estando relacionada com grande insatisfação.

Uma publicação oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia relatou que o quanto se come não é importante para afetar os quadros de acne, mas sim o que se come.

Existem alimentos que ajudam a controlar o aparecimento das indesejáveis espinhas, assim como há outros que são capazes de piorar a situação da pele.

Neste artigo reunimos o que a ciência já disse sobre o assunto. Para saber mais, fique ligado no conteúdo! Boa leitura!

1. Acne

O Ministério da Saúde caracteriza a acne como uma doença de pele que ocorre quando as glândulas secretoras de óleo, localizadas na derme, ficam inflamadas ou infectadas na base dos pelos.

Isso gera o entupimento dos poros, formando os cravos, que podem romper-se posteriormente, liberando o material do interior da pele – que gera as espinhas na superfície.

1.1 Sinais e sintomas

Caracterizada por comedões, cistos, caroços e cicatrizes, a acne aparece com maior frequência onde o número de glândulas sebáceas é maior, como no rosto, peito e costas. Saiba mais a seguir:

  • Cravos brancos: glândulas sebáceas obstruídas, cujo o orifício está fechado;
  • Cravos pretos: são escuros, pois as glândulas sebáceas obstruídas estão com o orifício aberto e foram expostas ao ar;
  • Espinhas: também chamadas de pústulas, são glândulas sebáceas vermelhas inflamadas com a presença de pus;
  • Cistos: “bolsas” de tecido, preenchidas por ar, pus e/ou outros fluidos corporais;
  • Caroços: muitas espinhas inflamadas e inchadas que se juntam e drenam pus;
  • Cicatrizes: tecidos fibrosos que substituem o tecido normal destruído pela lesão.

1.2 Classificação

A acne pode ser classificada de acordo a sua gravidade, do primeiro ao quarto grau, começando por sinais e sintomas leves, podendo ir até casos mais sérios. Confira as características referentes de cada um:

  • Grau I: apenas cravos, sem espinhas;
  • Grau II: cravos e espinhas pequenas com pontos amarelos de pus;
  • Grau III: cravos e espinhas pequenas e maiores bem inflamadas;
  • Grau IV: cravos e espinhas pequenas, grandes cistos e cicatrizes.

1.3 Tratamentos e cuidados

O médico dermatologista é o profissional capacitado para avaliar o grau de gravidade da acne. É ele também que indicará o tratamento mais adequado, podendo receitar medicamentos de uso local ou via oral.

A prevenção e o controle da doença tem como foco a limpeza da sujeira e óleo dos poros. Assim, diminui-se o surgimento dos cravos, que são os fatores primordiais para o desenvolvimento do resto.

A alimentação também deve fazer parte do cuidado diário. Abaixo você saberá detalhadamente o que fazer para evitar e amenizar as espinhas com a ajuda da dieta.

2. Alimentação e acne

Há evidências crescentes sobre a relação entre a alimentação e acne. Alterações no cardápio, evitando ou acrescentando determinados nutrientes e grupos alimentares, demonstram efeitos positivos para a sua prevenção e controle.

2.1 Alimentos que favorecem o aparecimento de acne

No artigo “Acne e Dieta: Verdade ou Mito?” os autores realizaram uma revisão com o objetivo de analisar se a dieta influencia direta ou indiretamente nos principais quatro pilares causadores da doença. Veja a seguir o que encontraram a respeito:

2.1.1 Carboidratos de alto índice glicêmico

A acne é uma doença cutânea que afeta cerca de 79% a 95% da população adolescente do Ocidente. Um dos fatores responsáveis por isso é o tipo de dieta habitualmente consumida nesse hemisfério, que é rica em carboidratos de alto índice glicêmico.

Uma das bases usadas para fazer essa afirmação foi a comparação com a alimentação de uma ilha localizada no Oriente. Nela, a prevalência de acne era nula e a ingestão desses macronutrientes, como tubérculos, frutas e legumes, era basicamente toda de baixo índice glicêmico.

O consumo de carboidratos de alto índice glicêmico tem a capacidade de elevar as quantidades de insulina no sangue. Isso reflete na pele, incluindo o aumento da produção de sebo, resultando no surgimento de cravos e, predispondo, futuras espinhas.

São exemplos de carboidratos de alto índice glicêmico que devem ser evitados: os processados e ultraprocessados no geral, o pão branco, o macarrão, os doces no geral, os refrigerantes, os sucos de caixinha, os achocolatados, entre outros. 

2.1.2 Laticínios

Embora os laticínios apresentem baixo índice glicêmico, sendo uma exceção à primeira evidência apresentada, eles induzem o aumento de níveis de IGF-1 – um fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1. Por isso, também favorecem os quadros de acne.

Além de promover o aumento de IGF-1, o leite, principalmente, contém quantidades relevantes de estrógeno, progesterona, precursores andrógenos, além de outras substâncias, que implicam no aparecimento de comedogênese.

Tal associação foi apresentada com a inclusão de um estudo no qual avaliou-se o consumo do alimento em adolescentes. Essa relação foi positiva, com a provável hipótese de causa devido à presença de hormônios e moléculas bioativas do leite.

Assim como os carboidratos de alto índice glicêmico, os laticínios também são escassos na alimentação dos povos Orientais, onde há baixa incidência de acne. A fim de prevenir e controlar os quadros, vale rever a alimentação, conferindo se há excesso de leite, queijo, iogurte, creme de leite e manteiga, por exemplo. 

2.2 Alimentos contra o surgimento de acne

Outro estudo de revisão mais recente, do ano de 2019, teve como um dos objetivos avaliar o uso de nutricosméticos na prevenção e tratamento da acne. Foi destacado o ômega 3 e os probióticos como os principais atuantes no tratamento da desordem. Confira mais sobre eles a seguir:

2.2.1 Ômega 3

O ômega 3 é um ácido graxo essencial e, por isso, só pode ser consumido através da alimentação ou suplementação. Seguindo a comparação com as dietas do Oriente, com baixa incidência de acne, por lá é muito comum o consumo de peixes e algas, ricos no nutriente.

A acne é uma desordem de caráter inflamatório e o ômega 3, com propriedades anti-inflamatórias, torna-se um grande aliado para sua prevenção e controle. Ele também mostra-se eficaz na diminuição do nível de IGF-1, que estimula produção de sebo, favorecendo a acne.

Tendo em vista todos os benefícios que o ômega 3 é capaz de oferecer, incluindo o auxílio na proteção do coração, melhora da imunidade e desenvolvimento cognitivo, junto ao fato do consumo de peixes não ser tão difundido por aqui, a suplementação é muito recomendada pelos profissionais de saúde.

É possível encontrar o ácido graxo essencial no formato de cápsulas e incluí-lo na rotina diária com praticidade. Há opções à base de óleo de peixe e também extraídas diretamente de algas. Veja Como Escolher a Melhor Marca de Ômega 3 clicando aqui!

2.2.2 Probióticos

Os probióticos são produtos feitos à base de microorganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, tem a capacidade de proporcionar benefícios à saúde do indivíduo, a partir da modulação da microbiota intestinal.

Embora as pessoas frequentemente pensem em bactérias como “germes” prejudiciais, algumas são essenciais para o bom funcionamento do organismo. Elas ajudam a digerir os alimentos, destruir microorganismos causadores de doenças e produzir vitaminas, por exemplo.

O  intestino é considerado o nosso segundo cérebro e manter a sua saúde é fundamental. Seu bom estado reflete em todo o resto do corpo, desde a otimização do sistema imunológico, prevenindo doenças, até questões que envolvem auto-estima e estética – como é o caso da presença de acne.

Segundo o estudo, pela função de promover o desenvolvimento da imunidade, os probióticos também ajudam na regulação de processos anti-inflamatórios. Inclusive, essa capacidade modifica a inflamação crônica. Uma boa pedida para ajudar na saúde da sua pele, concorda?!

Gostou do conteúdo?

Agora você já sabe qual a relação entre alimentação e acne. Diante disso, sabe também quais escolhas fazer para evitar e controlar o aparecimento das indesejáveis espinhas! 

Para relembrar: evite grandes quantidades de alimentos com carboidratos de alto índice glicêmico e o excesso de laticínios!  Por outro lado, inclua boas fontes de ômega 3 e probióticos na dieta!

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De qualquer forma, é importante consultar com um médico dermatologista, pois ele indicará o melhor tratamento a seguir, de acordo com a sua individualidade.

Caso tenha ficado com dúvidas ou sugestões, deixe nos comentários! Ficamos felizes com a sua contribuição e logo nossa equipe responsabilizada irá respondê-lo!

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Conteúdo escrito por Suelen Costa. Nutricionista graduada pela Universidade Federal de Pelotas e pós-graduanda em Nutrição Funcional.