disbiose intestinal: prejuízos ao processo digestivo - mãos sobre a barriga

Disbiose intestinal, também conhecida por flora intestinal desregulada, refere-se ao desequilíbrio da microbiota do intestino. Partindo do pressuposto, o nome “microbiota”, no geral, é dado a qualquer conjunto de microrganismos habitantes do corpo humano.

Sim, temos bactérias, fungos, vírus e parasitas vivendo conosco –  e isso é extremamente normal! No entanto, o trato gastrointestinal é o local de maior habitação, e o intestino, em específico, possui um ecossistema essencialmente bacteriano.

As principais bactérias que compõem o microbioma do órgão são divididas em benéficas ou probióticas e nocivas. O problema se encontra quando há mais bactérias patogênicas do que boas, ou seja, quando o ambiente está fora de equilíbrio.

Esse quadro caracteriza-se como disbiose intestinal e pode ser desencadeado por diversos fatores. Além disso, gera inúmeros malefícios à saúde, incluindo a baixa da imunidade. Ficou interessado? Fique ligado na leitura!

Neste artigo você aprenderá mais sobre:

  • Consequências da disbiose intestinal;
  • Relação da disbiose intestinal com a imunidade;
  • O que fazer para manter a saúde da microbiota intestinal.
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Consequências da disbiose intestinal

Cada ser humano possui uma microbiota única, já que apenas um terço dos microrganismos colonizadores são comuns à maioria das pessoas. No entanto, as funções que esse conjunto desempenha no corpo são as mesmas,  assim como os impactos sobre a saúde.

A microbiota contribui para a digestão de diversos alimentos, ajuda na síntese de algumas vitaminas, como as do complexo B, e está relacionada com a produção de serotonina – hormônio responsável pelas sensações de prazer e bem estar.

Além disso, auxilia na manutenção da integridade da mucosa intestinal, evitando o excesso de permeabilidade e desempenhando papel importante no sistema imune. No entanto, quando em disbiose, essas funções diminuem e há consequências prejudiciais.

O estudoIntestinal microbiota in digestive diseases” publicado em 2017, relatou que a disbiose têm impacto direto sobre a saúde humana e parece ter um papel importante na patogênese de várias doenças gastrointestinais, sejam elas inflamatórias, metabólicas ou neoplásicas. 

Confira outros possíveis danos:

    • Prejuízos ao processo digestivo;
    • Má absorção de nutrientes;
    • Carência de vitaminas;
    • Indisposição;
    • Mal humor, ansiedade e depressão;
    • Predisposição a doenças, como as cardiovasculares, neurológicas, obesidade, doenças inflamatórias intestinais e a diabetes tipo 2;
    • Baixa na imunidade.
 

Relação da disbiose intestinal com a imunidade

Além das funções conhecidas de absorção de água e nutrientes, o intestino tem papel importante na defesa imunitária. Isso porque, a mucosa do órgão, além de servir como barreira protetora, aloja a maior quantidade de células imunes do corpo.

Manter a sua integridade é fundamental para proteção e desencadeamento da resposta imune na luta contra a invasão de corpos estranhos patogênicos. Quando há disbiose, todos as funções são diminuídas e a chance de complicações e doenças aumentadas.

O que fazer para manter a saúde da microbiota intestinal

A microbiota intestinal é frágil. O estresse e o consumo de substâncias tóxicas podem provocar o seu desequilíbrio ou a sua  hiperpermeabilidade, possibilitando assim, a passagem de agentes infecciosos.

Ainda em relação ao uso de substâncias tóxicas, o álcool, o fumo e o uso indiscriminado de remédios são contribuintes no desencadeamento da disbiose. Os antibióticos, por exemplo, não só combatem bactérias patogênicas, mas também matam as benéficas.

Além disso, a alimentação é um fator importante para a saúde da sua microbiota. O consumo de doces deve ser evitado, já que eles alimentam os fungos e as bactérias ruins. Quanto mais açúcar ingerir, mais microrganismos patogênicos você irá cultivar no seu intestino.

Alguns alimentos, no entanto, ajudam a evitar a disbiose, favorecendo a sua saúde. Os probióticos, os prebióticos e os simbióticos são os exemplos ideais. Veja a seguir o que eles exatamente fazem e como incluí-los no cardápio.

Probióticos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades apropriadas, conferem benefícios à saúde de seus hospedeiros, no caso, nós, humanos. 

Os mais conhecidos são os lactobacilos e as bifidobactérias, pois são bactérias que reguladas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Eles estão presentes em diversos alimentos, confira abaixo alguns deles.

  •  Iogurte natural

Os iogurtes naturais são uma das fontes de probióticos encontrados no mercado. No entanto, algumas versões com sabor também mantém as bactérias benéficas vivas. Você deve conferir o rótulo, pois é  necessário a comprovação da eficácia e segurança dos produtos.

  • Leite fermentado

O leite fermentado é um produto especial que geralmente contêm Lactobacillus adicionados pela indústria. Ele é encontrado em embalagens bem pequenas e a venda é de fácil acesso, pois é de conhecimento comum as marcas fabricantes.

  • Kombucha e Kefir

A kombucha e o kefir possibilitam a produção de bebidas probióticas em casa. O primeiro realiza o processo de fermentação a partir de alguns tipos de chá, já o segundo, a partir do leite ou água.  É preciso tomar cuidado com a contaminação e a manutenção do cultivo em ambos.

Também é possivel encontrar probióticos em cápsulas, você sabia? Além de promover benefícios para sua flora intestinal, o consumo é muito prático! Clique aqui e encontre o pré-lançamento do Flora Florida!

Prebióticos

Os prebióticos são nutrientes não digeríveis que servem de alimento para as bactérias intestinais “do bem”. Não basta apenas repô-las para evitar a disbiose, é preciso garantir substratos, ou seja, combustível para elas continuarem trabalhando. 

São exemplos de prebióticos os alimentos ricos em alguns tipos de fibras, como os frutooligossacarídeos (FOS), a pectina, as ligninas e a inulina. A seguir separamos uma lista com possibilidades para incluir na dieta e garantir a boa saúde da sua microbiota.

  • Cebola

A cebola é rica em inulina e frutooligossacarídeos, dois tipos de prebióticos. Esse vegetal, portanto, serve de alimento para as bactérias do bem do intestino e ajuda a fortalecer o sistema imunológico, facilita a digestão, entre outros benefícios.

  • Aveia

Os flocos de aveia são ricos em fibra, principalmente beta-glucana, alimento para as bactérias benéficas do intestino. Visto isso, elas ajudam a colonizar positivamente o órgão e, de quebra, reduzem o risco de diversas doenças e fortalecem a imunidade.

  • Psyllium

O psyllium é fonte de fibras solúveis que auxiliam no funcionamento adequado do intestino – o que gera inúmeros outros benefícios à saúde. Um estudo avaliou a suplementação de psyllium em pacientes constipados e observou alterações significativas na microbiota.

Simbióticos

Os simbióticos são considerados uma nova classe de alimentos e oferecem o pacote completo: probióticos e prebióticos num único item. Produtos, como alguns lácteos, biscoitos e suplementos entram na categoria. Por enquanto, devem ser prescritos por um profissional.

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A microbiota intestinal equilibrada pode ser considerada como a base da saúde, já que o intestino é considerado o nosso segundo cérebro.

É importante que você mantenha hábitos de vida saudáveis e inclua alimentos probióticos e prebióticos na dieta.

A Bloom Bits oferece o Psyllium, uma ótima opção prebiótica, reconhecido pela Anvisa. Além de evitar a disbiose, ele auxilia no emagrecimento.

Há também outros dois compostos funcionais que ajudam no equilíbrio da microbiota: o Naturbio e o Fosfiber.

O Naturbio apresenta Psyllium, Ágar-Ágar, Spirulina e Berinjela na composição, que ajudam a proporcionar o seu bem estar com o seu corpo.

O Fosfiber, além desses alimentos, apresenta ainda Tamarindo e Frutooligossacarídeo na composição.

Para mais assuntos como esse, continue acompanhando o nosso blog!

Conteúdo escrito por Suelen Costa. Nutricionista graduada pela Universidade Federal de Pelotas e pós-graduanda em Nutrição Funcional.