Disbiose Intestinal: O que é, Sintomas, Causas e Como Regenerar

Disbiose Intestinal: O que é, Sintomas, Causas e Como Regenerar

Disbiose intestinal – ou flora intestinal desregulada – refere-se ao desequilíbrio da microbiota do intestino. A denominação “microbiota” é dada a qualquer conjunto de microrganismos que vive no corpo humano. Sim, temos bactérias e fungos vivendo conosco –  e isso é extremamente normal!

O trato gastrointestinal é o local de maior habitação desses microrganismos – e o intestino, em específico, possui um ecossistema essencialmente bacteriano. As bactérias que compõem o microbioma do órgão são divididas em benéficas (ou probióticas) e nocivas.

O problema se encontra quando o ambiente está fora de equilíbrio, ou seja, há mais bactérias patogênicas do que boas. Esse quadro caracteriza-se como disbiose intestinal e pode ser desencadeado por diversos fatores rotineiros. Além disso, gera inúmeros malefícios à saúde, incluindo a baixa imunidade.

Ficou interessado? Então continue de olho na leitura do artigo!

Índice

  • O que é disbiose intestinal?
  • Quais os sintomas da disbiose intestinal?
  • O que ocasiona o desequilíbrio da flora?
  • O que a disbiose pode causar?
  • Como regenerar a flora intestinal?
  • O que comer quando se tem disbiose intestinal?

O que é disbiose intestinal?

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Quais os sintomas da disbiose intestinal?

Para saber se a flora intestinal vai bem, é preciso atentar-se aos sintomas:

O que ocasiona o desequilíbrio da flora?

A microbiota intestinal é frágil. O estresse e o consumo de substâncias tóxicas podem provocar o seu desequilíbrio ou a sua hiperpermeabilidade, possibilitando assim, a passagem de agentes infecciosos.

Ainda em relação ao uso de substâncias tóxicas, o álcool, o fumo e o uso indiscriminado de remédios são contribuintes no desencadeamento da disbiose. Os antibióticos, por exemplo, não só combatem bactérias patogênicas, mas também matam as benéficas.

Além disso, a alimentação é um fator importante para a saúde da sua microbiota. O consumo de doces deve ser evitado, já que eles alimentam os fungos e as bactérias ruins. Quanto mais açúcar ingerir, mais microrganismos patogênicos você irá cultivar no seu intestino.

O que a disbiose pode causar?

Cada ser humano possui uma microbiota única, já que apenas um terço dos microrganismos colonizadores são comuns à maioria das pessoas. No entanto, as funções que esse conjunto desempenha no corpo são as mesmas,  assim como os impactos sobre a saúde.

A microbiota contribui para a digestão de diversos alimentos, ajuda na síntese de alguns nutrientes, como as vitaminas do complexo B, e está relacionada com a produção de serotonina – hormônio responsável pelas sensações de prazer e bem-estar.

Além disso, auxilia na manutenção da integridade da mucosa intestinal, evitando o excesso de permeabilidade e desempenhando papel importante no sistema imune. No entanto, quando em disbiose, essas funções diminuem e há consequências prejudiciais.

O estudo “Intestinal microbiota in digestive diseases” publicado em 2017, relatou que a disbiose tem impacto direto sobre a saúde humana e parece ter um papel importante na patogênese de várias doenças gastrointestinais, sejam elas inflamatórias, metabólicas ou neoplásicas. 

Confira outras consequências da disbiose:

  • prejuízos ao processo digestivo;
  • má absorção de nutrientes;
  • marência de vitaminas;
  • indisposição;
  • mau humor, estresse, ansiedade e depressão;
  • predisposição À doenças, como as cardiovasculares, neurológicas, obesidade, doenças inflamatórias intestinais e diabetes tipo 2;
  • imunidade baixa.
 

Relação da disbiose intestinal com a imunidade

Além das funções conhecidas de absorção de água e nutrientes, o intestino tem papel importante na defesa imunitária. Isso porque, a mucosa do órgão, além de servir como barreira protetora, aloja a maior quantidade de células imunes do corpo.

Manter a sua integridade é fundamental para proteção e desencadeamento da resposta imunológica na luta contra a invasão de corpos estranhos patogênicos. Quando há disbiose intestinal, todos as funções são diminuídas e a chance de complicações e doenças aumentadas.

Como regenerar a flora intestinal?

  • Administrar o estresse;
  • Evitar o consumo de industrializados;
  • Restringir a ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Não fumar;
  • Fazer uso de medicamentos só quando realmente for necessário e com orientação médica;
  • Manter uma alimentação equilibrada, pobre em açúcar.

O que comer quando se tem disbiose intestinal?

Alguns alimentos ajudam a evitar e tratar a disbiose, favorecendo assim, a saúde. Os probióticos, prebióticos e simbióticos são exemplos ideais. Veja a seguir o que eles exatamente fazem e como incluí-los no cardápio:

Probióticos

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades apropriadas, conferem benefícios à saúde de seus hospedeiros, no caso, nós, humanos. “E qual o melhor probiótico para o intestino?”

Os mais conhecidos são os lactobacilos e as bifidobactérias, pois são bactérias regulamentadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Eles estão presentes em diversos alimentos, confira abaixo alguns deles:

  •  Iogurte natural

Os iogurtes naturais são umas das fontes de probióticos encontradas no mercado. No entanto, algumas versões com sabor também mantém as bactérias benéficas vivas. Você deve conferir o rótulo para verificar a informação.

  • Leite fermentado

O leite fermentado é um produto especial que geralmente contém Lactobacillus adicionados pela indústria. Ele é encontrado em embalagens bem pequenas e a venda é de fácil acesso, pois as marcas fabricantes são de conhecimento comum.

  • Kombucha e kefir

A kombucha e o kefir possibilitam a produção de bebidas probióticas em casa. O primeiro realiza o processo de fermentação a partir de alguns tipos de chá, já o segundo, a partir do leite ou água.  É preciso tomar cuidado com a contaminação e a manutenção do cultivo em ambos.

Também é possivel encontrar probióticos em cápsulas, você sabia? Além de promover benefícios para sua flora intestinal, o consumo é muito prático!

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Prebióticos

Os prebióticos são nutrientes não digeríveis que servem de alimento para as bactérias intestinais “do bem”. Não basta apenas repô-las para evitar a disbiose, é preciso garantir substratos, ou seja, combustível para elas continuarem trabalhando. 

São exemplos de prebióticos os alimentos ricos em alguns tipos de fibras, como frutooligossacarídeos (FOS), pectina, ligninas e inulina. A seguir, separamos uma lista com possibilidades para você incluir na dieta e garantir a boa saúde da microbiota:

  • Cebola

A cebola é rica em inulina e frutooligossacarídeos, dois tipos de prebióticos. Esse vegetal, portanto, serve de alimento para as bactérias do bem do intestino e ajuda a fortalecer o sistema imunológico, facilita a digestão, entre outros benefícios.

  • Aveia

Os flocos de aveia são ricos em fibra, principalmente beta-glucana, alimento para as bactérias benéficas do intestino. Visto isso, elas ajudam a colonizar positivamente o órgão e, de quebra, reduzem o risco de diversas doenças e fortalecem a imunidade.

  • Psyllium

O psyllium é fonte de fibras solúveis que auxiliam no funcionamento adequado do intestino – o que gera inúmeros outros benefícios à saúde. Um estudo avaliou a suplementação de psyllium em pacientes constipados e observou alterações significativas na microbiota.

Simbióticos

Os simbióticos são considerados uma nova classe de alimentos e oferecem o pacote completo: probióticos e prebióticos num único item. Produtos, como alguns lácteos, biscoitos e suplementos entram na categoria. Por enquanto, devem ser prescritos por um profissional.

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A microbiota intestinal equilibrada pode ser considerada a base da saúde, já que o intestino é conhecido como o nosso segundo cérebro.

É importante que você mantenha hábitos de vida saudáveis e inclua alimentos probióticos e prebióticos na dieta.

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Conteúdo escrito por Suelen Costa. Nutricionista graduada pela Universidade Federal de Pelotas e pós-graduanda em Nutrição Funcional.

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