Ômega 3 faz mal para o fígado? Descubra aqui a resposta

Ômega 3 faz mal para o fígado? Descubra aqui a resposta

Poucos nutrientes foram estudados de forma tão completa quanto os ácidos graxos ômega 3. Apesar disso, ainda existem muitas dúvidas em relação a ele, como, por exemplo, se o ômega 3 faz mal para o fígado. Na verdade, o que a ciência descobriu sobre a relação desse ácido graxo com o fígado, é totalmente o contrário! Continue lendo esse artigo para descobrir sobre os benefícios do ômega 3 para o fígado.

Índice
  • Ômega 3 faz mal para o fígado?
  • Benefícios do ômega 3 para o fígado
  • Outros benefícios do ômega 3
  • Como consumir ômega 3

Ômega 3 faz mal para o fígado?

Não há evidências que demonstrem malefícios desse ácido graxo ao fígado. O que a ciência mostra é justamente ao contrário! O ômega-3 de cadeia longa (PUFAs) foi recentemente proposto como um tratamento potencial para combater a inflamação do fígado associada ao acúmulo de gordura.

A esteatose hepática, popularmente conhecida como “gordura no fígado”, é hoje a doença hepática mais comum no mundo ocidental. O aumento da prevalência dessa doença ocorreu em conjunto com a crescente epidemia da obesidade e, até então, o tratamento ideal continua sendo um grande desafio.

O acúmulo de gordura no fígado está associado a uma superprodução de VLDL (lipoproteínas de muito baixa densidade). Essa superprodução está diretamente associada à dieta ocidental, onde o consumo de ácidos graxos ômega 6 de cadeia longa é marcadamente maior do que o consumo de ácidos graxos ômega 3. Uma das consequências potenciais dessa proporção de consumo é o comprometimento da regulação da função hepática e adiposa, que, por sua vez, predispõe à doenças como a esteatose hepática.

Os ácidos graxos ômega 3 são, na realidade, conhecidos por terem efeitos benéficos no metabolismo e na inflamação. Esses efeitos podem ajudar a proteger contra certas doenças crônicas não transmissíveis, como a esteatose hepática, por exemplo.

Benefícios do ômega 3 para o fígado

O ômega 3 é um dos nutrientes mais amplamente estudados e, por esse motivo, sólidos benefícios do ácido graxo já foram verificados. Um estudo constatou que o consumo de ômega 3 representa uma terapia simples e eficaz contra a esteatose hepática, pois trata-se de uma fonte conveniente de PUFA n-3 com poucos efeitos colaterais.

A explicação para isso reside na descoberta do efeito hipotrigliceridêmico desse ácido graxo, ou seja,  ele estimula a redução do conteúdo de gordura hepática. Estudos recentes relataram que o ômega 3 tem o potencial de diminuir a gordura do fígado, além de contribuir no processo de regulação do metabolismo lipídico desse órgão. Esses efeitos sugerem que o ômega 3 pode ser útil no tratamento de doenças como a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA).

Inclusive, um estudo realizado em pacientes com DHGNA verificou que o consumo diário com ômega 3 por 6 meses, foi capaz de melhorar os perfis lipídicos séricos dos pacientes. Além disso, o tratamento com esse ácido graxo inibiu o desequilíbrio redox caracterizado pelo aumento da peroxidação lipídica e da atividade dos radicais livres. Outros estudos também associaram o ômega 3 a melhora de doenças inflamatórias agudas e crônicas por inibir a liberação de citocinas pró-inflamatórias e proteger o fígado de maiores danos.

Falando especialmente sobre a esteatose hepática, vários pequenos estudos clínicos documentaram uma melhora na bioquímica sérica do fígado e uma redução da gordura hepática por meio do consumo de ômega 3 na dieta ou via suplementação.

Outros benefícios do ômega 3

Os benefícios do ômega 3 vão muito além de ajudar a reduzir a gordura no fígado. Um estudo relatou que o tratamento de curto prazo com esse ácido graxo também melhorou a sensibilidade à insulina. Sendo assim, o ômega 3 poderia auxiliar no tratamento do diabetes e na síndrome metabólica.

Surpreendentemente, o ômega 3 também parece contribuir para a saúde cardiovascular! Um estudo relatou benefícios potenciais desse ácido graxo para o coração. O mesmo estudo observou que a suplementação de ômega 3 teve ação benéfica no perfil lipídico, na cascata de citocinas, no equilíbrio oxidante-antioxidante e na síntese de óxido nítrico.

Outro sistema que também pode ser favorecido é o sistema musculoesquelético. Um estudo  mostrou que o ômega 3 pode melhorar a resistência óssea, reduzindo o risco de osteoporose por meio de um aumento da quantidade de cálcio nos ossos. Essa é uma descoberta muito importante para a população idosa que é a que mais sofre com problemas ósseos e articulares.

Um outro estudo que relacionou o ômega 3 com a saúde da pele, verificou que níveis elevados de ácidos graxos ômega-3 provocaram uma diminuição dos fatores inflamatórios. Esse efeito não só melhorou a saúde da pele dos participantes, como também reduziu o risco de acne. Viu só? Até a pele pode se beneficiar!

Como consumir ômega 3?

As principais fontes desse ácido graxo são os peixes e certas algas marinhas. Mas, felizmente, hoje em dia existem bons suplementos de ômega 3 caso você não consiga consumir peixes ou algas no seu dia a dia.

A American Heart Association e a American Diabetes Association recomendam uma ingestão média de 100 mg/dia de EPA/DHA ou, pelo menos, duas porções de peixes gordurosos por semana. No entanto, essa quantidade pode variar muito entre as pessoas. A forma mais certeira de saber a quantidade ideal é por meio de um profissional nutricionista ou médico.

Um ponto importante sobre o consumo é associá-lo a uma refeição principal, pois a gordura é melhor absorvida quando consumida junto a outros alimentos gordurosos.

Se o ômega 3 faz mal para o fígado?

Agora você já sabe que não! Na verdade, ele proporciona diversos benefícios para a saúde humana, podendo ser um excelente aliado no seu dia a dia.

Referências

Conteúdo escrito por Rafaela Galvão, publicitária pela ESPM-SUL e estudante do 6˚ semestre de nutrição na Unisul. Desenvolve projetos de comunicação e produção de conteúdo para a área da saúde desde 2016.

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