Qual a importância do cálcio na gravidez?

Qual a importância do cálcio na gravidez?

 O cálcio é um nutriente essencial na gravidez, tanto a saúde do feto quanto a saúde da gestante podem ser impactados negativamente caso seus níveis estejam abaixo do necessário. O corpo da mulher durante a gestação vive fortes transformações hormonais e físicas para prover o desenvolvimento saudável do bebê. Os  hormônios que atuam na gestação impactam o metabolismo dos nutrientes, principalmente o metabolismo do cálcio.

A importância do cálcio para os ossos, todos já sabem. Mas você sabia que a falta de cálcio na gravidez pode causar hipertensão arterial, por exemplo? Entenda agora o papel do cálcio na gravidez e como evitar a deficiência desse nutriente essencial para a saúde do bebê e da gestante.

Índice
  • Quantidade de cálcio na gravidez
  • Risco da falta de cálcio na gestação 
  • Como evitar a falta de cálcio no corpo?
  • Afinal, qual a importância do cálcio na gestação?

 

Quantidade de cálcio na gravidez

Durante a gravidez, o metabolismo, as concentrações e até a absorção do cálcio sofrem grandes alterações. Isso ocorre devido ao comportamento hormonal que é modificado, incluindo a produção do lactogênio placentário e o aumento das concentrações do estrogênio.

O lactogênio placentário aumenta a taxa de renovação óssea da mulher. Por sua vez, o intestino, órgão responsável por absorver os nutrientes, chega a dobrar a capacidade de absorver o cálcio. Durante o segundo trimestre da gravidez, a mulher absorve 57% do cálcio ingerido e, durante o terceiro trimestre, absorve até 72% do cálcio. É importante lembrar que o aumento da absorção só será eficaz se a gestante estiver consumindo a quantidade correta e suficiente de cálcio para suprir toda a demanda. Foi observado que, em mulheres com baixo consumo de cálcio, a taxa de absorção aumentou para 87% no final da gravidez, mas, mesmo assim, as necessidades podem não ser atingidas devido ao baixo consumo diário do mineral.

O que acha de uma analogia para entender esse aumento da absorção do cálcio? Suponha que o intestino é um rio que abastece um vilarejo e a água do rio é o cálcio. Nos períodos normais, o vilarejo precisa apenas de 5 caixas d’água por dia para suprir todas as necessidades. Porém, nas férias, a população do vilarejo fica muito maior e precisa consumir 10 caixas d’água. Quando essa demanda aumenta, o rio costuma ficar sem água – é quando a população precisa economizar ou usar a reserva de outros lugares. Durante a gravidez, a mulher precisa de muito mais cálcio, logo, o intestino é sinalizado para absorver mais cálcio que o costume. Mas para que o intestino desempenhe direito o seu trabalho, é necessário que tenha as quantidades necessárias disponíveis.

As mudanças na absorção e na renovação óssea na gravidez acontecem porque a mulher e o feto precisam armazenar cálcio. A mulher mantém no seu esqueleto o estoque de cálcio para suprir as necessidades do feto e para a produção do leite materno. O feto também acumula o cálcio no seu esqueleto ósseo para o crescimento. Um detalhe importante é que a sua necessidade de cálcio aumenta em até 6 vezes entre a vigésima semana para a trigésima quinta semana de gestação.

Risco da falta de cálcio na gestação

Além da formação óssea, o cálcio também está envolvido em outros processos, como:

  • hipertensão gestacional;
  • coagulação do sangue;
  • degradação de proteínas;
  • ação enzimática;
  • regulação das contrações do útero.

Além disso, o cálcio é responsável por reduzir o risco do bebê nascer com baixo peso. A deficiência ou baixa ingestão de cálcio também pode estar associada à pré-eclâmpsia, que é um diagnóstico de hipertensão arterial ou do agravamento da hipertensão preexistente que apresenta sintomas após 20 semanas de gestação ou após o parto.

A pré-eclâmpsia afeta de 3 até 7% das gestantes e, pelo menos, 25% das mulheres correm esse risco. Essa patologia é muito grave e pode ser fatal se não for tratada e acompanhada pela equipe médica. O diagnóstico nem sempre é feito apenas pelo aumento da pressão arterial e outros sintomas ou níveis aumentados de proteinúria são necessários para o diagnóstico. Foi relatado em estudos que a suplementação de cálcio conseguiu reduzir a gravidade dos sintomas em gestantes que já tinham baixo consumo de cálcio, assim como atuar de maneira preventiva.

O consumo inadequado de cálcio em mulheres grávidas também pode acarretar:

  • osteopenia;
  • tremores;
  • parestesia (dormência muscular);
  • cãibras musculares;
  • tétano;
  • parto prematuro;
  • retardo do crescimento do feto;
  • deficiência mineral do feto.

Como evitar a falta de cálcio no corpo?

A forma usual de suprir as quantidades necessárias de cálcio é através da alimentação. Os laticínios são a principal fonte de cálcio. Já os vegetais verdes, nozes e alimentos veganos enriquecidos apresentam quantidades moderadas do mineral, mas podem auxiliar a atingir a quantidade diária que é recomendada para cada indivíduo.

Determinar o nível de cálcio no corpo é um grande desafio, pois 99% do cálcio total do corpo fica depositado nos ossos e dentes e apenas 1% fica na circulação e disponível para atuar nas funções fisiológicas e metabólicas. Em casos que esteja faltando cálcio disponível para as funções metabólicas, o estoque armazenado nos ossos é ofertado, possibilitando assim, que sejam realizadas as funções fisiológicas. O problema de usar o estoque ósseo de cálcio é que pode deixá-los frágeis e com baixa densidade mineral.

Devido a essas características de compensação do cálcio, é difícil o diagnóstico de sua deficiência através de exames laboratoriais. Uma das ferramentas que os profissionais de saúde utilizam é a estimativa dos alimentos fonte de cálcio  consumidos.

A Organização Mundial da Saúde recomenda a suplementação de cálcio para mulheres grávidas, especialmente para a população de alto risco ou com uma dieta pobre em cálcio. Isso se dá, justamente, por conta da dificuldade em detectar os níveis de cálcio e do risco envolvido na deficiência desse mineral. 

Afinal, qual a importância do cálcio na gestação?

O cálcio já é um nutriente muito importante para a saúde humana, logo, para a gestante é maior ainda. A nutrição ideal para uma gestação saudável deve começar antes mesmo da concepção do feto, para que o corpo da mulher já esteja pronto para suprir todas as necessidades nutricionais suas e do bebê.

A prática alimentar saudável deve ser incentivada sempre. O consumo de alimentos ricos em cálcio precisa ser contemplado numa dieta equilibrada e diversificada, sendo capaz de suprir em quantidades adequadas todas as vitaminas, minerais e macronutrientes essenciais.

Manter os níveis ideais de cálcio é importante tanto para a saúde da mulher quanto para a do bebê no curto e longo prazo.

Um estudo analisou que a suplementação de cálcio durante a gestação reduziu os marcadores de remodelação óssea no final da gravidez, o risco de parto prematuro, assim como a redução da morbidade materna e também da mortalidade infantil. O aumento da densidade mineral óssea dos bebês também foi associada ao uso do suplemento de cálcio durante a gestação. As mulheres que implementaram o consumo regular e diário de leite em pó enriquecido com cálcio também apresentaram alterações positivas, incluindo a melhora da densidade mineral óssea.

Confira mais 6 atribuições do cálcio no organismo:

  • formação e manutenção de ossos e dentes;
  • coagulação do sangue;
  • funcionamento muscular;
  • funcionamento neuromuscular;
  • processo de divisão celular;
  • metabolismo energético.

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A gravidez é um momento muito especial, mas nem sempre conseguimos suprir todas as necessidades nutricionais através da alimentação. Depois de ler esse post, você pode compreender a importância de ter níveis adequados de cálcio para a saúde gestacional. Pois bem, você não vai querer ficar com nenhum déficit de cálcio, não é mesmo? Converse com seu médico ou nutricionista para que ele veja quais são as suas necessidades de suplementação. Qualquer dúvida, escreva nos comentários!

Referências

Conteúdo escrito por Vitória C. Diehl, cozinheira chef pela univali e estudante do 7˚ semestre de nutrição na unopar. Atua na área de gastronomia desde 2012 e produção de conteúdo para área da saúde desde 2021.

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