Você já parou para pensar no impacto que a nossa alimentação é capaz de causar no meio ambiente?
A produção de animais para abate, plantação de alimentos transgênicos e outros formas de produção pouco sustentáveis são, cada vez mais, o foco de discussões sobre o futuro do planeta e os impactos do aquecimento global em todo o mundo.

Hoje, é necessário um cuidado não só com o que compramos e como jogamos nosso lixo fora, mas também com a forma como é plantado, colhido e extraído nossos alimentos.
É aí que entra em cena o conceito de alimentação sustentável.

O que é alimentação sustentável? 

Do início da produção, plantio, colheita ou extração, embalagem e até a distribuição, a alimentação sustentável procura diminuir o nível de impacto em um ambiente.
Com isso, evita-se problemas como erosão do solo, contaminação da água, assoreamento de rio, entre outros problemas.

Você pode achar que não causa impacto no ambiente por não estar envolvido no processo de produção diretamente, mas o consumo de alimentos pouco sustentáveis, e a manutenção da demanda desses produtos, é uma forma de fazê-lo. Sendo assim, é possível utilizar o seu bolso para buscar melhores opções e incentivar mudanças na cadeia de produção.

Abaixo, mostramos algumas dicas de mudanças que você pode fazer para ter uma alimentação sustentável!

1. Diminuição da proteína animal

Já ficou comprovado que uma alimentação livre de qualquer produto animal, ou seja, vegana, é a melhor opção para o planeta em termos de sustentabilidade.

Além de consumir um altíssimo volume de recursos (para cada 1 quilograma de carne bovina, é necessário quase 16 mil litros de água), os animais emitem um grande volume de gases do efeito estufa, especialmente o metano.

É claro que nem todos estão dispostos a abandonar seus hábitos carnívoros, mas a simples diminuição da quantidade de carne consumida por semana já é capaz de gerar um grande impacto.

Veja como está o seu consumo (uma pessoa precisa de, em média, 0,9 g de proteína por kg de peso) e comece cortando o que tem de excesso. Outra dica é aumentar o consumo de proteína animal de uma fonte menos impactante, como peixe de mar pescado de forma artesanal.

2. Orgânicos

A alimentação orgânica cresceu muito nos últimos anos graças à difusão sobre seus benefícios.

Exemplo de alimentos orgânicosDa diminuição da exposição aos pesticidas utilizados no cultivo de frutas e verduras, aos hormônios ingeridos por animais de criação, como galinhas, exigir alimentos orgânicos, mesmo que a mudança não seja 100%, é muito benéfico para o ser humano.
Além dos alimentos serem mais saudáveis, também tendem   a ser mais saborosos, pois têm tempos para se desenvolverem.

É bem verdade que a alimentação orgânica pode ser um pouco mais custosa, por isso vale a pena dar uma olhada nas listas Dirty 12, os alimentos que possuem maior índice de contaminação, e Clean 15, que possuem o menor índice de contaminação.

3. Extração Controlada

O extrativismo é uma forma de produção de alimentos bastante utilizada no Brasil, mas é preciso responsabilidade para fazê-lo de forma sustentável.

Um exemplo do impacto que o extrativismo pode ter?

O palmito juçara foi um alimento largamente consumido durante anos. O problema? Sua extração mata a planta, a palmeira juçara, e o ciclo de vida dela é longo, ou seja, nunca conseguia se recuperar. O resultado foi a entrada da espécie em risco de extinção. Agora, a alternativa é o palmito de pupunha.

Esse é um caso só, mas a mesma lógica pode ser aplicada a muitos alimentos, como o açaí, a castanha-do-pará, o pinhão, etc.

4. Microalgas

As microalgas chegam como uma opção para aumentar o volume de nutrientes com um baixíssimo impacto de produção, fazendo com que sejam consideradas por muito especialistas como a alimentação do futuro.

Usadas como fontes de alimento por tribos de todo o mundo há milhares de anos, as microalgas possuem um alto índice de proteína completa de alto absorção, bem como vitaminas A, C, D, zinco e ferro, entre outros, sendo capaz de complementar, em termos de nutrição, uma dieta sem proteína animal.
Você pode se informar mais nesse post sobre alimentação com microalgas.

exemplo de alimentação sustentável : spirulina
Spirulina

Mas porque são considerados alimentos sustentáveis?

A criação e extração de microalgas tem uma combinação de poucos recursos para manutenção (não é necessário fornecer água limpa diariamente ou alimentos) com criação de pouco ou nenhum dejeto (lixo) e uma alta escalabilidade.

Além disso as microalgas possuem níveis de produtividade muito superior a outros alimentos.
Ou seja, é possível alimentar uma grande população com pouco impacto para o meio ambiente.

Elas requerem 300 vezes menos terra do que a agricultura convencional, 50 vezes menos água e energia do que a indústria de proteína animal e ainda produzem 4 vezes mais oxigênio para o planeta!

 

Nada mal, não é? Podemos dizer que microalgas são um dos melhores exemplos de um alimento sustentável. 🙂

E você, acha que consegue incorporar algumas dessas dicas de alimentação sustentável na sua rotina? Deixe um comentário abaixo! E não esquece de dar uma olhada no nosso site para encontrar alguns superalimentos de microalgas.